Aqui também se protesta!

megafone          A quem diga que morar no interior em cidades pequenas é garantia de paz e sossego, viver uma vida simples, pacata sem a turbulência dos grandes centros. Concordo em partes, afinal não deixamos o nosso caráter e a forma de pensar e agir quando simplesmente mudamos de endereço ou em razão do modo de vida. Pois bem, partindo deste raciocínio o que tenho observado ao longo de uma trajetória e que me permitiu conhecer o dia-a-dia de alguns municípios com as mesmas características, faço aqui um recorte para elucidar meu pensamento, sejam estas tais características: menores do que 50 mil habitantes, localizados em uma região absolutamente pobre, mas com muito potencial exploratório de recursos diversos, dentro de um mesmo território (visto como Roberto Lobato Correa) que guardam entre si semelhanças indissociáveis. Esta “pseudovisão” dos municípios foi deturpada por um aumento, talvez, envolvimento de um conhecimento/ relacionamento mais sócio-politico, o que não significa dizer politização, e que de fato perturbou a ordem natural do desenvolvimento das pequenas cidades, fato é que não tenho condições de dizer especificamente, em quais e quantos vetores e variáveis este fenômeno é responsável, mas ele elevou o sentimento de participação e interesse dos movimentos, entidades, organizações e sociedade em geral no direcionamento da “coisa pública” se fôssemos avaliar todos os fatores, levaríamos anos de pesquisa é óbvio, mas, grosso modo, o que é possível perceber, que a carreira política atrai por seus salários muito acima dos padrões econômicos (Prefeitos, Vereadores, Secretários Municipais, Adjuntos, Gerentes, todos cargos em comissão e de livre nomeação) o que criou apadrinhamento e consequentemente, retrocesso na gestão gerencial, torna-se um elemento primário.

          No entanto, cabe ainda uma reflexão de suas consequências, uma vez que, o mau uso dos recursos públicos não implicaram em benefícios e melhorias, seja direta ou indiretamente, a população destes municípios, estando muito próxima dos desmandos observando a evolução patrimonial dos acolhidos, rebela-se na urna, sem necessariamente avaliar o próximo gestor a fundo, suas competências, vida pregressa etc., mas demonstrando o efeito do sentimento de repúdio ao enriquecimento ilícito (ou lícito) a desigualdade de oportunidades. Em contraponto, o que se observa é uma clara divisão que nada tem a ver com partidos políticos nestes municípios (Caso: em um determinado município, a distinção entre quem é posição e quem é oposição é dita popularmente entre quem é “Calango” e quem é “Teiú”). O fato é que o elemento que divide politicamente a busca pelo poder é subjetivo e por um interesse estritamente pessoal de evolução econômica, mas com a falha substancial de não conhecerem a fundo os ensinamentos de Nicolau Maquiavel.

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